Capítulos em Livros

Capítulos em livros

Cinema e memória da prisão: o acervo de Paulo Jabur e a luta pela anistia

Patrícia Machado; Lorrana Melo; Mariana Costa

In: Filmes na hISTÓRIA

(Org.) Carla Daniela Rabelo Rodrigues

Marília, SP: Lutas Anticapital (2026)

Resumo

Archives, Memory, and the Essay Film in Brazil

Consuelo Lins; Patrícia Machado

In: The Oxford Handbook of Brazilian Cinema

(Org.) Maite Conde; Gustavo Procópio

Oxford: Oxford University Press (2026)

Resumo

Publicado pela Oxford University Press, uma das mais prestigiadas editoras acadêmicas do mundo, o capítulo integra The Oxford Handbook of Brazilian Cinema, obra que reúne pesquisadoras e pesquisadores de referência internacional para discutir a diversidade histórica, estética, política e cultural do cinema produzido no Brasil. Em vez de oferecer uma visão enciclopédica do chamado “cinema brasileiro”, o livro propõe refletir sobre as múltiplas formas pelas quais o cinema se constitui no país, considerando diferentes territórios, práticas, gêneros, mídias e experiências de produção e recepção.

Inserido na seção dedicada às histórias do cinema no Brasil, o capítulo analisa as relações entre arquivo, memória e filme-ensaio, destacando a importância das práticas de retomada de imagens no cinema contemporâneo brasileiro. As autoras investigam como cineastas mobilizam arquivos públicos, familiares e pessoais para produzir novas interpretações do passado, transformando documentos visuais em instrumentos de reflexão histórica, crítica política e elaboração subjetiva. Ao examinar obras que revisitam eventos históricos, experiências traumáticas e memórias coletivas por meio da montagem de imagens preexistentes, o texto evidencia a centralidade do arquivo na renovação das formas documentais e ensaísticas do cinema brasileiro nas últimas décadas.

La dimensión performativa de la reutilización de imágenes de archivo
en Fico te devendo uma carta sobre o Brasil

Patrícia Machado

In: Memorias performativas: Hacia un nuevo estatuto del documental contemporáneo en el Cono Sur

(Org.) Milena Gallardo; Valentina Henríquez

Santiago: Metales Pesados (2025)

Resumo

Publicado na coletânea Memorias performativas: Hacia un nuevo estatuto del documental contemporáneo en el Cono Sur, o capítulo integra um conjunto de reflexões sobre o cinema documental contemporâneo na América do Sul e suas formas de enfrentar os legados das ditaduras, os conflitos políticos e as transformações nas relações entre imagem e realidade. Reunindo pesquisadores de diferentes países da região, o livro propõe repensar o estatuto do documentário em um contexto marcado pela pós-verdade, pela inteligência artificial e pelas disputas em torno da memória e da representação do político.

A partir da análise do filme Fico te devendo uma carta sobre o Brasil (Carol Benjamin, 2020), o capítulo investiga a dimensão performativa da reutilização de imagens de arquivo na elaboração de memórias da ditadura militar brasileira. O texto demonstra como fotografias, documentos e imagens audiovisuais não funcionam apenas como registros do passado, mas como elementos capazes de produzir novas experiências de memória e de reconfigurar as relações entre história, testemunho e afetos familiares. Ao examinar as formas pelas quais o filme mobiliza arquivos para confrontar silenciamentos históricos e transmitir experiências traumáticas entre gerações, o estudo contribui para os debates contemporâneos sobre documentário, memória cultural e políticas da imagem no contexto latino-americano.

Quando reconfigurar é imaginar: a montagem ensaísta no cinema de Agnès Varda

Patrícia Machado

In: Formas do ensaio

(Org.) Manuela Fantinato; Pedro Duarte

Rio de Janeiro: Numa Editora (2024)

Resumo

Publicado na coletânea Formas do ensaio, o capítulo integra um conjunto de reflexões dedicadas a investigar o ensaio como forma de pensamento, criação e produção de conhecimento. Reunindo pesquisadores e intelectuais de diferentes áreas, o livro propõe abordar o ensaio não como um gênero estável ou uma categoria fixa, mas como uma prática marcada pela experimentação, pela abertura e pela recusa de fronteiras rígidas entre forma e conteúdo. Ao explorar diferentes manifestações do ensaístico, a obra destaca sua relevância para pensar as transformações contemporâneas da escrita, da arte e da pesquisa acadêmica.

No capítulo, Patricia Machado analisa o cinema de Agnès Varda a partir das relações entre montagem, imaginação e pensamento ensaístico. O texto investiga como a cineasta transforma a montagem em um procedimento de reconfiguração do mundo, articulando imagens, memórias, arquivos e experiências pessoais em constelações abertas de sentido. Ao examinar diferentes obras de Varda, a autora argumenta que a montagem ensaísta não se limita a organizar materiais preexistentes, mas produz novas formas de ver, recordar e imaginar. O capítulo contribui para os estudos sobre cinema e ensaio ao evidenciar como a obra de Varda desloca as fronteiras entre documentário, autobiografia, arquivo e criação artística, afirmando o cinema como espaço privilegiado de experimentação sensível e intelectual.

Nos rastros das imagens: memórias de camponeses perseguidos, mortos
e/ou desaparecidos na ditadura militar em Cabra Marcado para Morrer

Patrícia Machado

In: Cabra Marcado para Morrer

(Org.) Rogério de Almeida; Christiane Pereira Araújo; Kamilla Medeiros

São Paulo: FEUSP (2023)

Resumo

Publicado na coletânea Cabra Marcado para Morrer, lançada pela Faculdade de Educação da USP em homenagem aos 90 anos de Eduardo Coutinho, o capítulo integra uma obra que reúne 25 pesquisadores, cineastas e especialistas dedicados a revisitar uma das produções mais importantes da história do cinema brasileiro. O livro examina os múltiplos impactos do filme para os campos do cinema, da história, da comunicação e da educação, reafirmando a atualidade de suas questões estéticas e políticas. No capítulo, Patricia Machado investiga as imagens e os testemunhos mobilizados por Eduardo Coutinho para reconstruir as trajetórias de camponeses perseguidos, assassinados ou desaparecidos durante a ditadura militar brasileira. A partir da análise das estratégias de montagem e da relação entre arquivo, memória e testemunho, o texto demonstra como o filme transforma rastros fragmentários do passado em uma poderosa reflexão sobre violência política, resistência e sobrevivência.

A publicação está disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP através do link abaixo.

Fico te devendo uma carta sobre o Brasil: um filme subjetivo
sobre memórias da ditadura militar brasileira

Patrícia Machado

In: Políticas e poéticas audiovisuais: diálogos sobre Cinema e Educação

(Org.) Debora Breder; Mirna Juliana Santos Fonseca

Curitiba: Appris (2023)

Resumo

Professora do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais da FGV CPDOC (PPHPBC). É Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ e bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Lidera o Laboratório de Estudos da Cultura Visual da FGV CPDOC (LECV), grupo de pesquisa certificado pelo CNPq, e coordena o projeto "Novas perspectivas sobre o arquivo: visualidade, educação e difusão nos arquivos de mulheres do CPDOC". É co-fundadora da REPIA (Rede de Pesquisa das Imagens de Arquivo) e integrante do INCT PreRes (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Preservação e Restauração Audiovisual/CNPq). Desenvolve pesquisa colaborativa com o Laboratório Práticas do Contra-Arquivo (PUC-Rio/CNPq) sobre os arquivos e o cinema brasileiro de mulheres no período da ditadura militar.

As imagens do Brasil de 1968: circulação clandestina e usos em
noticiários cubanos e em filmes de Chris Marker

Patrícia Machado

In: A propósito dos outros filmes: encontros com o arquivo de imagens em movimento

(Org.) Thais Blank; Sofia Sampaio

Rio de Janeiro: FGV Editora (2022)

Resumo

Professora do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais da FGV CPDOC (PPHPBC). É Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ e bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Lidera o Laboratório de Estudos da Cultura Visual da FGV CPDOC (LECV), grupo de pesquisa certificado pelo CNPq, e coordena o projeto "Novas perspectivas sobre o arquivo: visualidade, educação e difusão nos arquivos de mulheres do CPDOC". É co-fundadora da REPIA (Rede de Pesquisa das Imagens de Arquivo) e integrante do INCT PreRes (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Preservação e Restauração Audiovisual/CNPq). Desenvolve pesquisa colaborativa com o Laboratório Práticas do Contra-Arquivo (PUC-Rio/CNPq) sobre os arquivos e o cinema brasileiro de mulheres no período da ditadura militar.

A montagem como inventário: corpos, gestos e olhares no cinema de Agnès Varda

Patrícia Machado

In: Mulheres de Cinema

(Org.) Karla Holanda.

Rio de Janeiro: Numa Editora (2019)

Resumo

Professora do Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais da FGV CPDOC (PPHPBC). É Jovem Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ e bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Lidera o Laboratório de Estudos da Cultura Visual da FGV CPDOC (LECV), grupo de pesquisa certificado pelo CNPq, e coordena o projeto "Novas perspectivas sobre o arquivo: visualidade, educação e difusão nos arquivos de mulheres do CPDOC". É co-fundadora da REPIA (Rede de Pesquisa das Imagens de Arquivo) e integrante do INCT PreRes (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Preservação e Restauração Audiovisual/CNPq). Desenvolve pesquisa colaborativa com o Laboratório Práticas do Contra-Arquivo (PUC-Rio/CNPq) sobre os arquivos e o cinema brasileiro de mulheres no período da ditadura militar.

Uma rota clandestina de imagens produzidas no Brasil durante a ditadura militar

Patrícia Machado

In: Cinema e História: circularidades, arquivos e experiência estética

(Org.) Eduardo Morettin; Carolina Amaral; Lúcia Ramos Monteiro; Margarida Maria Adamatti; Danielle Crepaldi Carvalho

Porto Alegre: Sulina (2017)

Resumo

Publicado na coletânea Cinema e História: circularidades, arquivos e experiência estética, o capítulo integra uma obra de referência para os estudos das relações entre cinema e história no Brasil. Reunindo pesquisadores de destaque nacional e internacional, o livro aborda diferentes contextos históricos, cinematografias e metodologias de análise, reafirmando a centralidade do audiovisual para a investigação histórica. A publicação dá continuidade e amplia debates fundamentais do campo, explorando questões ligadas aos arquivos, à circulação das imagens e à historicidade das formas audiovisuais.

No capítulo, Patricia Machado investiga os percursos de circulação de imagens produzidas no Brasil durante a ditadura militar, analisando os caminhos clandestinos que permitiram sua saída do país e sua difusão em circuitos internacionais de informação e militância política. A pesquisa acompanha os deslocamentos dessas imagens para além das fronteiras nacionais, evidenciando como registros produzidos em um contexto de censura e repressão foram apropriados por cineastas, movimentos políticos e redes de solidariedade internacional.